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Novo coronavírus: grupo em quarentena em Anápolis será liberado amanhã

O grupo de repatriados da China que está em quarentena na Base Aérea de Anápolis será liberado amanhã (23). Na última sexta-feira (21), foi feita a terceira e última coleta de material para exame específico para o novo coronavírus e, análise do Laboratório Central do Estado de Goiás mostrou resultados negativos. Cada um dos repatriados recebeu uma declaração do Ministério da Saúde informando o estado de saúde livre da doença pelo novo coronavírus (COVID-19).

“Todos os hóspedes da Base Aérea de Anápolis, que permanecem com o quadro assintomático, serão transportados, neste domingo, pela Força Aérea Brasileira para nove estados do Brasil”, diz a nota divulgada pelo Ministério da Defesa neste sábado.

Os destinos são os seguintes:

Distrito Federal  – 20 passageiros, sendo 9 militares, 1 profissional do Ministério da Saúde, 1 profissional da EBC e 9 repatriados;
São Paulo  – 13 passageiros, sendo 11 repatriados, um militar e uma integrante do Ministério da Saúde;
Rio de Janeiro – 11 militares;
Paraná – 5 repatriados;
Santa Catarina – 4 repatriados;
Minas Gerais – 3 repatriados; 
Pará – 1 repatriada;

Dois repatriados, transportados para Brasília, seguirão em voos comerciais para o Maranhão e para o Rio Grande do Norte. Um repatriado permanecerá em Anápolis (GO). 

Operação

No dia 5 de fevereiro, duas aeronaves da Força Aérea Brasileira foram à China buscar brasileiros em Wuhan, epicentro da doença que já matou mais de 2.300 pessoas na China . Entre brasileiros e familiares de outras nacionalidades, 34 chegaram ao Brasil no dia 9 de fevereiro. Além dos repatriados, 24 profissionais que fizeram parte do resgate também estão cumprindo a quarentena de 18 dias contados a partir da decolagem do avião brasileiro no dia 5. O procedimento é um protocolo internacional para evitar a disseminação da doença no Brasil.

Casos suspeitos

Até o momento, no Brasil, não há registro de casos da doença. O mais recente boletim epidemiológico do Ministério da Saúde mostra que, no período entre 18 de janeiro a 21 de fevereiro de 2020, foram notificados 154 casos para investigação de possível contaminação pelo coronavírus (COVID-19). O primeiro caso suspeito no Brasil foi notificado no dia 22 de janeiro de 2020. Desse total, apenas um caso (0,7%) caso permanece em investigação como caso suspeito, 51 (33,1%) foram descartados por confirmação laboratorial para outros vírus respiratórios e 102 (66,2%) foram classificados como excluídos, por não atenderem à definição de caso.

“Destaca-se, no entanto, que todos os casos excluídos estão sendo monitorados conforme protocolo da vigilância da Influenza. O perfil epidemiológico do atual caso suspeito é: brasileira, sexo feminino, 21 anos de idade, residente da China, encontra-se atualmente no RJ, chegou ao Brasil no dia 17 de fevereiro de 2020, início dos sintomas no dia 11 de fevereiro de 2020 (febre,tosse,dor de garganta e fraqueza)”, diz o boletim.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), não foi estabelecido um tratamento definitivo para a doença. Contudo, a organização está aguardando os resultados de dois ensaios clínicos, incluindo uma combinação de medicamentos antivirais usados no tratamento do HIV. Os resultados devem ser conhecidos em três semanas.

Disseminação

Autoridades de saúde pública da China confirmaram, na sexta-feira (21), mais 109 mortes pelo novo coronavírus, elevando o total para 2.345 em todo o país. A maior parte ocorreu em Hubei, província onde o surto de coronavírus surgiu e cuja capital é Wuhan.

As autoridades informaram sobre um número adicional de 397 casos confirmados, elevando o total de infecções para 76.288. Acrescentaram que o vírus está se alastrando em diversas prisões nas províncias de Hubei, Zhejiang e Shandong, onde mais de 500 presos e agentes penitenciários foram infectados.

Matéria atualizada Às 19h38 para acréscimo de informações sobre os destinos dos repatriados.

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Trabalho infantil aumenta 38% durante o carnaval; saiba como denunciar

Em média, a cada ano, as notificações de casos de trabalho infantil aumentam 38% durante os meses de carnaval, em todo o país, de acordo com o Ministério Público do Trabalho (MPT). Na Paraíba, esse tipo de crime cresceu 48,8% no período da data festiva, saltando de 129 ocorrências denunciadas em 2018 para 192 em 2019.

Durante o carnaval, muitas crianças e adolescentes são vistos nas ruas assumindo funções como a de vendedor ambulante, catador de latinhas e guardador de carros. Porém, conforme alerta o MPT, ao exercer atividades laborais, têm seus direitos violados e acabam ficando mais vulneráveis à exploração sexual e ao aliciamento de traficantes de drogas.

No Brasil, o trabalho é proibido para pessoas com idade inferior a 16 anos. A exceção ocorre quando assegurada a condição de aprendiz, prevista para adolescentes a partir dos 14 anos de idade. A legislação vigente estabelece que jovens com idade entre 16 e 18 anos podem trabalhar somente se não ficarem expostos a trabalho noturno, perigoso, insalubre ou àquele que traga algum prejuízo à sua formação moral e psíquica.

Para reforçar a importância de se preservar os direitos de crianças e adolescentes, o MPT conclama os foliões por meio de uma campanha que está sendo difundida em locais de concentração dos blocos. O conteúdo também pode ser encontrado nas redes sociais, por meio das hashtags #CarnavalSemTrabalhoInfantil e #CarnavalSemExploraçãoInfantil.

O órgão mantém, ainda, uma campanha nacional, de caráter permanente e identificada nas redes sociais com a hashtag #ChegaDeTrabalhoInfantil. Esta mobilização conta com o apoio de personalidades como Daniela Mercury, Elba Ramalho e Wesley Safadão.

Qualquer pessoa pode formalizar denúncias de trabalho infantil, através do Disque 100, do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, e do aplicativo MPT Pardal, disponível para os sistemas Android e iOS. As denúncias também podem ser registradas em formulário online, no site do MPT.

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Sambódromo do Anhembi recebe hoje sete escolas do Grupo Especial

Pela segunda e última noite no carnaval de 2020, as agremiações do Grupo Especial desfilam hoje (22), no sambódromo do Anhembi, capital paulista. As apresentações começam às 22h30.

A Pérola Negra será a primeira a percorrer a avenida . Atual campeã do Grupo de Acesso, a escola homenageia o povo cigano, apropriando-se do lema “O céu é meu teto, a terra é minha pátria e a liberdade minha religião”. Por isso, além das tonalidades tradicionais do grupo, preto, branco, azul e carmim, também o prateado colore as fantasias do enredo deste ano, Bartali Tcherain – A estrela cigana, brilha na Pérola Negra!.

Em seguida, a passarela recebe a Colorado do Brás, que compôs o samba Que rei sou eu? para contar a história de Dom Sebastião. O monarca herdou a coroa aos três anos de idade e assumiu o trono aos 14. A escola, que voltou a integrar o Grupo Especial em 2019, após uma pausa de 25 anos, começa a desfilar às 23h35.

A Gaviões da Fiel é a terceira escola da programação, com horário reservado para 00h40. O grupo entra no sambódromo com o samba-enredo Um não sei quê, que nasce não sei onde, vem não sei como e explode não sei porquê…, uma ode ao amor.

À 1h45, o público acompanhará a Mocidade Alegre, que propõe uma reflexão sobre a relação da humanidade com a natureza. Em referência às yabás, como também são chamados os orixás femininos, o enredo foi batizado de Canto das Yabás, Renasce uma Nova Morada.

A escola, criada em meados de 1960, cede lugar à Águia de Ouro, que nasceu uma década depois, a partir de rodas que animavam partidas do time de futebol Faíscas de Ouro. O samba-enredo da agremiação aborda a sabedoria e leva o título de O poder do saber. Se saber é poder… quem sabe faz a hora, não espera acontecer. A apresentação poderá ser conferida às 2h50.

Na sequência, ganha destaque a escola de samba Unidos de Vila Maria, com uma incursão em torno da cultura chinesa, surgida do enredo China: o sonho de um povo embala o samba e faz a vila sonhar. O desfile está marcado para as 3h55.

A madrugada vai chegando ao fim e quem estará na avenida quando o sol raiar, às 5h, é a Rosas de Ouro. O convite aos foliões é para uma viagem pelos Tempos Modernos, guiada pelo personagem robô ROXP4.

A partir de amanhã (23), quem tem passagem é o Grupo de Acesso, segunda divisão da Liga Independente das Escolas de Samba de São Paulo (Liga SP). A escola Independente Tricolor abrirá os desfiles, às 21h, disseminando entre os foliões uma mensagem de esperança.

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Carnaval do Rio atrai turistas de navios

Chegaram hoje (22) ao porto do Rio de Janeiro quatro navios de cruzeiro, com um total de 11 mil turistas que passarão o carnaval na cidade. Segundo a Empresa de Turismo do Município do Rio de Janeiro (Riotur), em fevereiro o número de turistas que chegam pelo mar vai alcançar 100 mil, em 12 navios, sendo 27 mil deles apenas entre os dias 21 e 24.

Segundo o Píer Mauá, a previsão é que esses turistas injetem US$ 30 milhões na economia da cidade no mês da folia, na que é considerada a melhor temporada de navios internacionais em 20 anos.

Os passageiros dos transatlânticos MSC Fantasia, Sovereign, Island Princess e Volendam foram recepcionados às 8h por ritmistas e passistas da escola de samba Acadêmicos da Grande Rio, pela Banda da Guarda Municipal e pela Corte do Rei Momo do carnaval Carioca.

Segundo o presidente da Riotur, Marcelo Alves, presente na recepção aos turistas hoje no píer, o Rio de Janeiro é o principal destino turístico do carnaval e o mais bem avaliado da América do Sul. A estimativa do órgão é que 7 milhões de pessoas curtam a folia na cidade, entre eles 2 milhões de turistas.

“Esperamos 7 milhões de pessoas circulando nos 50 dias de folia. Até agora, mais de 1.6 milhão de pessoas pularam carnaval na cidade. Isso é maravilhoso para o Rio, comprovando que somos desejo entre os turistas”.

A abertura oficial do carnaval carioca ocorreu no dia 12 de janeiro. A prefeitura se programou para 50 dias de festa.

Temporada de Navios

A temporada de navios começou em outubro de 2019. Até abril de 2020 serão feitas 112 atracações, de 37 navios, sendo 27 deles internacionais e dez brasileiros, com estimativa de 425 mil pessoas, entre passageiros e tripulantes. Na temporada 2018/2019, o Pier Mauá chegou a 100 atracações, de 27 navios, sendo 19 internacionais, que trouxeram 380 mil pessoas.

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Ceará já registra 88 assassinatos durante greve de policiais

No quinto dia de motim de policiais militares (MP) no Ceará, um balanço divulgado neste sábado (22) pela Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) mostra que da 0h de quarta-feira (19) às 23h59 de ontem (21) foram registrados 88 assassinatos no estado.

Os ministros Fernando Azevedo e Silva (Defesa), Sérgio Moro ( Justiça e Segurança Pública) e André Luiz Mendonça (Advocacia-Geral da União) desembarcam segunda-feira (24) em Fortaleza. A comitiva interministerial acompanhará a Operação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) que está sendo realizada no estado para tentar conter a onda de violência. Desde a última quinta-feira (20), 150 agentes da Força Nacional e 2,5 mil soldados do Exército reforçam a segurança no Ceará.

Investigação

Até agora, o governo do Ceará afastou 167 policiais militares que participam da paralisação. O afastamento por 120 dias e a abertura de processos disciplinares foram divulgados no Diário Oficial do Estado de ontem (21). Os agentes investigados ficarão fora da folha de pagamento a partir deste mês de fevereiro. Os policiais também deverão entregar identificações funcionais, distintivos, armas, algemas, além de quaisquer outros itens que os caracterizem nas suas unidades.

Desde o início da paralisação, na última terça (18), homens encapuzados invadiram quartéis, depredaram e esvaziaram pneus de veículos da polícia. O grupo protesta contra a proposta de reajuste da categoria apresentada pelo governo.

Os processos disciplinares contra os militares afastados serão conduzidos de duas maneiras. Um delas envolve os inquéritos militares que serão julgados pela Justiça Militar. Já os procedimentos administrativos disciplinares serão realizados pela Controladoria-Geral de Disciplina (CGD).

Mortes

As estatísticas de crimes violentos e letais tem novos registros a cada dia. Ontem, foram 37 casos. Os registros incluem casos como homicídio doloso/feminicídio, lesão corporal seguida de morte e latrocínio. Na segunda-feira (17), foram registradas três mortes. Na terça-feira (18), cinco. Na quarta-feira (19), 29 casos, e, na quinta (20), foram registrados 22.

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Governo facilitará exportações de produtos voltados à Defesa

O Brasil quer facilitar a exportação de produtos e de tecnologias de defesa. Para tanto, foi assinado, nesta semana, um protocolo de intenções entre Ministério da Defesa (MD) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) – cerimônia que contou, inclusive, com a presença do presidente da República, Jair Bolsonaro, e do Ministro da Economia, Paulo Guedes.

A presença dessas e de outras autoridades na cerimônia demonstra a relevância dada pelo governo ao tema. De acordo com o secretário de Produtos de Defesa, do Ministério da Defesa, Marcus Degaut, para cada Real investido neste setor há um retorno de R$ 9,8 à economia. “Nenhum outro setor, industrial ou não, sequer se aproxima da metade disso”, disse o secretário em entrevista à Agência Brasil.

Segundo Degaut, o pouco conhecimento das pessoas sobre produtos e tecnologias de defesa acaba gerando algumas confusões sobre o assunto. Uma delas, a de que as empresas deste setor são voltadas, em sua maioria, à fabricação de armas e munições.

“Apenas 1,7% das 1.100 empresas credenciadas e supervisionadas pelo MD, para o fornecimento de produtos voltados à defesa, produzem armas ou munições”, informou o secretário do MD.

Tecnologias de ponta na defesa

A absoluta maioria dos produtos desenvolvidas pela Indústria da Defesa é voltada a tecnologias de ponta, tendo resultado em produtos que vão desde a internet até tintas e panela teflon, passando por celulares, computadores, aparelhos de ressonância magnética, tomógrafos, GPS, sistemas eletrônicos, entre outros.

Ex-oficial da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Degaut tem no currículo os cargos de assessor de Assuntos Internacionais da Presidência da República e de Secretário Especial Adjunto de Assuntos Estratégicos da Presidência da República.

Foi também membro da Força-Tarefa que revisou e atualizou a Política Nacional de Defesa, a Estratégia Nacional de Defesa e o Livro Branco de Defesa Nacional, bem como a Estratégia Nacional de Inteligência. Em 2019, foi indicado pela Presidência da República para ser seu representante no Grupo Executivo da Câmara de Comércio Exterior (GECEX).

Doutor em Segurança Internacional pela University of Central Florida, mestre em Relações Internacionais pela Universidade de Brasília (UnB) e especialista em Inteligência de Estado pela Escola Nacional de Inteligência, o atual secretário de Produtos de Defesa concedeu, à Agência Brasil uma entrevista na qual além de detalhar o protocolo assinado com o BNDES, fala sobre questões estratégicas e sensíveis de sua pasta, na relação com as empresas do setor de Defesa.

Agência Brasil – O que já dá para se antever, de concreto, deste protocolo de intenções assinado entre BNDES e Ministério da Defesa?

Marcus Degaut – É preciso a gente fazer uma pequena introdução a respeito disso. Pesa sobre o setor da Indústria da Defesa um grande desconhecimento. Muita gente desconhece a importância da economia de defesa como fonte de geração de empregos altamente qualificados; como fonte de geração de renda; como fonte de acréscimo de tecnologia; veículo de exportação; de geração de divisas, royalties; e de atração de investimentos.

Ano passado nós já batemos um recorde histórico no que diz respeito à exportação de produtos de defesa. Conseguimos um acréscimo de 33% em relação a 2018. Para esse ano esperamos um crescimento de mais de 30%.

Desconhece-se que o efeito multiplicador desse segmento é de 9,8. Ou seja, para cada R$ 1 investido nós temos de retorno à economia R$ 9,8. Nenhum outro setor, industrial ou não, sequer se aproxima da metade disso. A renda média do setor é cerca de três vezes maior do que qualquer outro setor industrial. Agora, internamente, não se é gerada uma demanda suficiente para que as empresas que operam no setor de indústria de defesa possam produzir para se manter abertas, para gerar essa capacidade, para gerar esses empregos, essa renda e essas tecnologias. Então a saída que existe é exportar.

A ideia é criar condições para reduzir e superar gargalos, porque um dos grandes gargalos que temos é a virtual escassez de mecanismos de financiamento à exportação, que incluam seguros e garantias.

O que acontece é que os bancos privados, em seus países de origem financiam a indústria de defesa. Aqui no Brasil, para não gerar um concorrente à altura, eles não financiam. Então restaria esse papel aos bancos de fomento; aos bancos públicos. Não estamos falando aqui de subsídios. Ninguém trata de subsídios, mas simplesmente de regras claras de atuação, porque o setor privado não pode ficar esperando dois anos para ter uma resposta sobre se vai ter ou não um financiamento. Estamos falando de gerar emprego e renda aqui; de financiar empresas nacionais sediadas aqui.

O que esse acordo pretende é justamente eliminar esse gargalo, ao estabelecer regras muito claras de atuação. O industrial, quando for procurar o BNDES para manter sua empresa em pé, saberá que existe um mecanismo de financiamento, e que dentro de determinadas condições ele poderá ter, dentro de determinado tempo, o que é aceitável.

Agência Brasil – Mas esse protocolo vai além de financiamento. O que mais ele prevê?

Marcus Degaut – Na verdade são estudos para melhorar a governança do sistema brasileiro de exportação. Uma coisa é a existência de linhas de crédito para financiamento à exportação, que inclui seguro e garantias. Outra coisa são estudos promovidos pelo Ministério da Defesa e pela equipe do BNDES para melhorar o próprio sistema de apoio à exportação, em conjunto com o setor privado, para que a gente possa atender o interesse do Estado e o interesse do sistema privado, que se traduz no interesse de toda a sociedade. O objetivo desse acordo é o de eliminar um grande gargalo.

Agência Brasil – Quer eliminar gargalos por meio da adoção de regras claras, visando dar maior segurança jurídica?

Marcus Degaut – É tudo isso: regras de conformidade, boas práticas… Mas o ponto fulcral é exatamente a questão do timing, porque os concorrentes estrangeiros, quando entram em uma licitação internacional para fornecer um produto para um país, já têm dos seus órgãos; dos Exim Banks [bancos de exportação e importação] um pacote completo. Então ele já sabe o que vai oferecer na venda de um determinado produto. Aqui no Brasil, o setor privado vive uma verdadeira romaria, de porta em porta, de banco em banco, para tentar conseguir esse financiamento. Nós perdemos exportações substanciais por falta desse mecanismos.

Agência Brasil – No exterior eles têm mais facilidades para obter financiamentos via bancos públicos e privados?

Marcus Degaut – Nos outros países, como na França, por exemplo, o acesso é a recursos de bancos privados e públicos. Mas o fato é que quem se instala no Brasil é um banco privado, e esse banco privado – seja da França, da Espanha ou da Suécia – só financia a indústria de defesa de seu país de origem. Aqui no Brasil, não financiam a nossa indústria de defesa. Esse é o grande problema. E os bancos privados nacionais acabam não oferecendo linhas de crédito por desconhecimento do potencial bilionário desse mercado, por desconhecerem as características que falei, de renda e de efeito multiplicador.

Agência Brasil – Esse setor envolve muita estratégia, com tecnologias sensíveis que estrategicamente não podem cair em mãos que possam fazer mau uso delas. Como está sendo feito o trabalho junto ao setor privado, no sentido de evitar que esses conteúdos sensíveis sejam acessados?

Marcus Degaut – São várias vertentes que precisam ser analisadas. Uma delas é em relação à segurança orgânica das empresas. Temos aqui, dentro da Secretaria de Produtos de Defesa, o Departamento de Produtos de Defesa, que é responsável por verificar essas condições de segurança orgânica e as próprias credenciais de funcionamento. Enfim, tudo aquilo que faz com que uma empresa possa se caracterizar como de Defesa ou como Estratégica de Defesa. Nós verificamos permanentemente suas condições.

Para além disso, como estamos falando de exportações, existe um duplo filtro. Um primeiro, realizado pelo Ministério de Relações Exteriores, que faz uma avaliação sob o ponto de vista da conveniência diplomática de se exportar determinado produto, porque é um setor em que considerações de natureza geopolítica estão presentes, como você bem mencionou.

O segundo filtro é realizado pelo Ministério da Defesa. Aí nós avaliamos não apenas a questão técnica, mas também a questão da conveniência militar. Então existe todo esse tipo de filtragem em relação à exportação de qualquer produto e de qualquer tecnologia.

Agência Brasil – Existe uma lista de empresas credenciadas e supervisionadas?

Marcus Degaut – Existe um cadastro de empresas, que é o Sistema de Cadastramento de Produtos e Empresas de Defesa. Para se qualificarem como de Defesa ou Estratégica de Defesa, as empresas devem atender requisitos que são impostos por lei. Temos cerca de 1.100 empresas cadastradas. Destas, apenas 1,7% são de armas e munição. É importante desmistificarmos essa história de que a Indústria da Defesa é voltada apenas a armas e munições.

Agência Brasil – Nos Estados Unidos o setor da indústria de defesa tem muita participação de militares. Nessas empresas brasileiras acontece o mesmo, no sentido de absorver militares da reserva?

Marcus Degaut – Vejo isso como um caminho natural, porque essas pessoas têm familiaridades com produtos de defesa devido a uma formação ao longo de toda a sua vida. Agora, são empresas civis. Como empresas privadas têm toda liberdade de contratar quem eles achem que se encaixe em determinado perfil. Mas é fato que temos militares ocupando, pelo conhecimento e pela expertise que têm, posições nessas empresas, depois que deixam a vida militar, como ocorre no mundo todo.

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Capes divulga na próxima semana bolsas para mestrado e doutorado

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) divulga, na próxima semana, no site da autarquia, a relação das bolsas a que terão direito os cursos de mestrado e doutorado em todo o país. De acordo com o coordenador geral de Desenvolvimento Setorial e Institucional da Diretora de Programas e Bolsas no País da Capes, Lucas Salviano, ao todo 4,5 mil bolsas devem ser redistribuídas este ano.

Não se tratam de novas bolsas, mas de bolsas existentes que serão redistribuídas de acordo com critérios estabelecidos pela Capes. Para determinar quantas bolsas serão concedidas a estudantes de cada programa de mestrado ou de doutorado, serão levados em consideração critérios como a nota obtida pelo curso em avaliações conduzidas pela Capes, o número de estudantes que concluíram o curso e o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) da cidade onde o curso é ofertado.

Atualmente, as universidades e os programas de pós-graduação têm uma determinada quantidade de bolsas de estudos. Se um bolsista conclui a pesquisa, a bolsa é repassada para um novo bolsista do mesmo programa.

Agora, as bolsas não permanecerão, necessariamente, no mesmo programa. Essa é a primeira vez que a autarquia define regras unificadas para a concessão de bolsas. Um curso de mestrado ou doutorado poderá perder ou ganhar bolsas de acordo com os critérios estabelecidos pela Capes. As bolsas estarão disponíveis para serem distribuídas pelos cursos aos estudantes em março.

“A grande vantagem do modelo é ter critérios objetivos, claros. A concessão será publicada no site da Capes, qualquer pessoa terá acesso à quantidade de bolsas de cada programa apoiado. Até então, apenas a instituição era comunicada da concessão, agora todos serão”, disse coordenador.

Distorções

Segundo Salviano, o modelo foi pensado para corrigir distorções. “A gente identificou o que estamos chamando de distorções na distribuição de bolsas. Cursos nota 3 [que é a mais baixa permitida para o funcionamento de um programa de pós-graduação] com mais bolsas que cursos de excelência que são 6 e 7, que são as melhores notas”, explicou Salviano. “Não consideramos justo cursos que têm a nota mínima para funcionamento há mais de dez anos ficarem com bolsas que poderiam estar sendo concedidas a cursos que estão melhorando de nota”, acrescentou.

Neste ano, o novo modelo será aplicado apenas às bolsas que estão desocupadas ou cuja previsão de conclusão de pesquisa seja para este ano. Os estudantes que já são bolsistas seguirão recebendo o benefício normalmente.

Cursos que perderem bolsas pelo novo cálculo, mas que estiverem com as bolsas ocupadas, permanecem com as bolsas até a conclusão das pesquisas, mas não poderão ofertar o benefício a novos estudantes.

De acordo com Salviano, haverá uma transição para que os cursos não sejam muito prejudicados. Os cursos poderão perder, no máximo, 10% das bolsas atuais. Ou seja, se um programa tiver dez bolsas, poderá perder apenas uma, mesmo que o cálculo aponte que ele deve perder cinco, por exemplo. Os cursos com melhor desempenho poderão ganhar até 30% das bolsas atuais, ou seja, caso tenham 20 bolsas, poderão passar a ter, no máximo 26.

Revisão

De acordo com as portarias publicadas nesta sexta-feira (21), os critérios valem até fevereiro de 2021. Segundo Salviano, eles podem ser revistos após esse período. Para isso, a autarquia conta com o apoio do Fórum Nacional de Pró-Reitores de Pesquisa e Pós-Graduação.

As regras valem para os Programa de Demanda Social (DS), Programa de Excelência Acadêmica (Proex), Programa de Suporte à Pós-Graduação de Instituições de Ensino Particulares (Prosup) e Programa de Suporte à Pós-Graduação de Instituições Comunitárias de Ensino Superior (Prosuc).

Por meio deles, a Capes concede 81,4 mil bolsas a estudantes de 5,7 mil cursos de mestrado e doutorado, em todas as unidades da Federação. Atualmente, os bolsistas de mestrado recebem, por mês, R$ 1,5 mil e os de doutorado, R$ 2,2 mil.

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Comitê criado pela Vale diz que Brumadinho tinha problemas há 25 anos

O Comitê Independente de Assessoramento Extraordinário de Apuração (CIAE-A), instituído pelo Conselho de Administração da Vale para apurar causas e responsabilidades do rompimento da barragem de Brumadinho (MG), concluiu seu relatório final. O documento de 50 páginas, divulgado ontem (21) no site da mineradora, mostra que a estrutura tinha problemas há 25 anos.

A barragem B1, na Mina Córrego do Feijão, se rompeu em 25 de janeiro do ano passado. Desde então, 259 corpos foram resgatados e 11 pessoas continuam desaparecidas. A criação do comitê foi anunciado pela Vale dois dias após a tragédia. Ele foi coordenado pela ex-ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Ellen Gracie. Os membros foram selecionados com apoio da consultoria internacional Korn Ferry.

Segundo o relatório, a tragédia ocorreu por instabilidade estrutural com liquefação, fenômeno em que o rejeito sólido se converte em fluido. Os problemas existiam desde a época em que a Mina Córrego do Feijão pertencia à Ferteco Mineração. A Vale comprou a estrutura em 2001. “Desde 2003, a Vale tinha informações que indicavam a condição de fragilidade da B1, além de informações anteriores à aquisição da Ferteco”, registra o documento.

“Em 1995, quando a B1 ainda pertencia à Ferteco, a empresa Tecnosolo apresentou, no projeto executivo do 4º alteamento da barragem, considerações sobre condições desfavoráveis de segurança, sobretudo em relação aos altos níveis freáticos e baixos fatores de segurança”, acrescenta o relatório.

O comitê apontou que em 2003 a Vale contratou o Consórcio Dam DF para realizar a auditoria externa, que encontrou valores de fator de segurança inferiores aos mínimos considerados satisfatórios. Entre 2010 e 2013, auditorias realizadas pela empresa Pimenta de Ávila recomendaram, em todos os anos, a realização de análises de potencial de liquefação, já que o último havia sido feito em 2006 pela empresa Geoconsultoria.

A Vale só foi encomendar um novo estudo em 2014. A Geoconsultoria foi novamente contratada. No entanto, a análise não foi feita com base em novos ensaios e sim a partir de uma reinterpretação de ensaios antigos. “Como resultado, foi apontada a suscetibilidade do rejeito da B1 à liquefação, com a ressalva de que a probabilidade de ocorrência de gatilho seria remota”, registra o relatório.

Em 2016, novos relatórios finalizados pela Geoconcultoria “mostraram resultados desfavoráveis a respeito da estabilidade da B1”. Em 2017, foi a vez das empresas Potamos e Tüv Süd realizarem estudos e ambas calcularam o fator de segurança como 1,06. Em 2018, Tüv Süd acabou atestando a estabilidade da barragem que veio a se romper. Na Comissão Parlamentar de Inquérito criada pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), sócios da Potamos afirmaram que se retiraram do processo porque os padrões internacionais preconizam fator de segurança mínimo de 1,3.

O relatório indica ainda que, apesar dos problemas na barragem, não foram identificadas medidas da Vale para remover as instalações administrativas. A mineradora tinha ciência de que uma ruptura exigiria a evacuação do refeitório em até um minuto. A maioria dos mortos no rompimento da barragem é de funcionários da própria Vale e de empresas terceirizadas que atuavam na Mina Córrego do Feijão.

O comitê também listou 25 recomendações, entre elas a revisão dos manuais de operação das estruturas da mineradora e o aprimoramento da metodologia de avaliação de riscos geotécnicos. De acordo com a Vale, em até 30 dias será divulgado um cronograma para implementação das ações sugeridas. A mineradora também afirma que repassará o relatório às autoridades que investigam a tragédia.

Hipóteses do gatilho

A análise também levanta algumas hipóteses sobre o que causou a liquefação. “Há alta plausibilidade de a liquefação ter sido deflagrada por deformação lenta e redução da resistência devido à perda de sucção em materiais não saturados acima do nível freático”. Outra ação que poderia ter funcionado como gatilho é a perfuração que estava sendo realizada na barragem no dia da ruptura. No entanto, o relatório ressalva que “em condições normais, uma campanha de perfuração não deve desencadear liquefação generalizada”.

Em novembro do ano passado, um painel de especialistas,  também contratado pela Vale, mostrou igualmente a liquefação como causa da tragédia e relacionou o episódio ao excesso de água na barragem e às chuvas que ocorreram nos meses anteriores. “O painel concluiu que a súbita perda de resistência e o rompimento resultante da barragem marginalmente estável foram devidos a uma combinação crítica de deformações específicas internas contínuas, devido ao creep e a uma redução de resistência pela perda de sucção na zona não saturada, causada pela precipitação intensa no fim do ano 2018”, diz o documento final aprovado.

Elucidar qual foi o gatilho da liquefação tem sido uma preocupação da Polícia Federal, que aguarda o avanço de estudos realizados fora do país para decidir se irá realizar indiciamentos por homicídio. Mais de 70 laudos já foram realizados pela perícia criminal federal. Um deles, entregue em junho de 2019, segundo a Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais (APCF), descreve o alto risco de falha que a barragem apresentava, pelo menos 20 vezes maior que o máximo aceitável pelos critérios internacionais de segurança. “Isso deveria ter motivado a suspensão da operação da barragem”, avalia a entidade.

Para a Polícia Civil e o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), a discussão em torno do gatilho da liquefação é de ordem acadêmica e ainda motivará muitos estudos ao longo dos próximos anos. Para as duas instituições, já há farto material probatório que identifica responsabilidades e omissões por parte da mineradora. Uma denúncia contra 16 pessoas já foi apresentada e aceita pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG).

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Rumo à Olimpíada, ídolo crê em medalha inédita no tênis de mesa

No masculino, são cinco atletas entre os 100 melhores do mundo, sendo um deles (Hugo Calderano) no top-10. No feminino, uma jogadora (Bruna Takahashi) está, pela primeira vez, entre as 50 do planeta. O tênis de mesa brasileiro vive a melhor fase desde a chegada ao país, em 1905, trazido por turistas ingleses. O bom momento será colocado à  prova na Olimpíada de Tóquio, no Japão, e a possibilidade de uma medalha inédita é real. Ao menos é o que avalia um dos maiores nomes da história do esporte no Brasil.

Com a experiência de seis participações olímpicas como atleta e uma como treinador, o ex-mesatenista Hugo Hoyama acredita que Calderano, hoje o sétimo do mundo entre os homens, é candidato ao pódio. Aposta também que a seleção masculina, número sete do mundo por equipes, pode surpreender.

“Ter um atleta como ele (Calderano) faz com que os outros o acompanhem. Eles sabem que, tendo-o ali, a chance existe. Motiva mais. No último Mundial (por equipes, em 2018, na Suécia), o Brasil ficou em quinto. Quem sabe, pegando uma chave boa, (a equipe) possa brigar por um pódio”, disse Hoyama à Agência Brasil, em atividade do programa Sesc Verão, na unidade da Avenida Paulista, em São Paulo. “E o Hugo é um cara para esse tipo de torneio. É acostumado a finais importantes e não sente pressão”, completou sobre o “xará” – que nos Jogos do Rio de Janeiro em 2016 repetiu sua campanha de Atlanta, nos Estados Unidos, em 1996, parando nas oitavas de final.

O tênis de mesa brasileiro estará completo no Japão, já que as seleções masculina e feminina – comandada por Hugo – venceram o Pré-Olímpico disputado em outubro do ano passado em Lima, no Peru. Cada equipe terá três atletas, sendo os dois melhores do país pelo ranking da Federação Internacional de Tênis de Mesa (ITTF, sigla em inglês) e um indicado por critério técnico. Dos três de cada naipe, dois competirão na chave individual: o número um e uma escolha do treinador.

Entre os homens, Calderano e Gustavo Tsuboi (40º) seriam hoje os confirmados na seleção. Vitor Ishiy (56º) fez parte do trio titular no Pré-Olímpico, enquanto Eric Jouti (88º) foi o terceiro elemento do time medalhista de bronze nos Jogos Pan-Americanos, também disputados em Lima. Entre eles, há ainda Thiago Monteiro (69º), que acumula participações nos Jogos de 2004 (Atenas, na Grécia) e 2008 (Pequim, na China).

Já no feminino, pelo ranking de fevereiro, a equipe teria Bruna Takahashi (45ª) e Jéssica Yamada (150ª). Caroline Kumahara (152ª), atual número 3 do país, foi quem integrou o grupo brasileiro nos dois torneios. Hoyama deve anunciar, no início de abril, a equipe que levará para sua segunda Olimpíada como técnico. “Não é que é mais fácil ser jogador, mas, quando se é técnico, é preciso cuidar das três atletas, das adversárias, estudar mais. Mas, é legal. Como disputei na mesa, na motivação, na preparação posso ajudar bastante. Na parte tática também. Estou ali, principalmente, para ajudar as meninas a alcançar um sucesso”, afirmou.

“Chegar a Tóquio e conquistar uma vitória (nas disputas individuais) sobre uma top-50, top-30 ou top-20 já seria um grande resultado. Em termos de equipe, também. Pelo ranking, entre as seleções que estarão lá, nossa posição não é muito boa (25ª do mundo). E então, pode ser como no Rio e, na primeira rodada, pegar a China (1ª). Mas, não temos que esperar a sorte. Temos de nos preparar para qualquer adversário”, completou.

Do provável trio que representará a seleção feminina no Japão, a que vive melhor momento é a mais jovem delas, que caminha para a primeira participação olímpica. Não significa, porém, que Bruna Takahashi, de 19 anos, e que ganhou 29 posições no ranking nos últimos sete meses, seja inexperiente. “Para estar bem no ranking, é preciso participar dos campeonatos internacionais, ganhar jogos e ter boas colocações. É por isso que ela subiu bem. É uma menina aguerrida, joga com sangue nos olhos e vai para cima desde o primeiro saque. Lógico, a gente trabalha a paciência e a concentração dela, mas é algo que vem com a experiência”, disse o técnico.

Otimismo pós-Tóquio

Mas, e após Tóquio? A perspectiva é de uma disputa mais acirrada na seleção comandada por Hoyama. No Pré-Olímpico, por exemplo, a “número 4” do time foi Laura Watanabe, 15 anos. Já no Mundial por equipes deste ano, marcado para o período de 22 a 29 de março na Coreia do Sul, está prevista a participação de Giulia Takahashi (irmã de Bruna), 14 anos, como quarto nome. As duas costumam jogar juntas em torneios internacionais na base e, na temporada passada, chegaram a ser vice-campeãs sul-americanas entre os adultos.

“No ano passado, houve uma seletiva nacional e meninas novas chegaram às finais. Tenho certeza que, após Tóquio, duas ou três dessas atletas terão chance de lutar por vagas no próximo ciclo olímpico”, afirmou Hoyama, que vê as novas gerações em condições de se inspirar no bom momento da safra atual.

“Vejo que os jogadores de hoje têm situação melhor que na minha época. Hoje, você tem o Bolsa Atleta, os clubes investindo mais. São épocas. Pouca gente sabe, mas não é fácil o atleta se manter no alto nível. Sem, por exemplo, um patrocinador de raquete e borracha. Uma raquete boa custa entre R$ 1,5 mil e R$ 2 mil. Cada borracha sai de R$ 300 a R$ 350. Um jogador de alto nível troca de borracha toda semana. Como a maioria joga estilo clássico (utiliza os dois lados da raquete), são R$ 600, R$ 700 por semana em borracha. Os atletas da seleção (principal) já conseguem viver do esporte. E isso é legal. Mostra aos mais novos que há chances caso queiram seguir esse caminho”.

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Aviso Brasil

Rio tem previsão de chuva isolada e ressaca no Carnaval

Devido às chuvas fortes da noite de ontem (21), o Rio de Janeiro entrou em estágio de atenção às 20h50, retornando ao estágio de mobilização às 08h30 de hoje (22). Segundo o Centro de Operações da Prefeitura (COR), além da chuva, os eventos de carnaval e o desfile da Série A na Sapucaí levaram ao estágio de atenção.

Na comunidade da Rocinha, na zona sul, o acumulado de chuva chegou a 46 milímetros (mm) em uma hora, o que levou ao acionamento de sete sirenes. Os equipamentos foram desligados às 23h36. O Jardim Botânico registrou 36,4mm de chuva e no Vidigal choveu 27,6mm entre 20h e 21h, ambos também na zona sul.

O COR registrou 12 ocorrências de bolsões de água, todos já drenados, entre eles na Avenida Presidente Vargas, na altura da Cidade Nova; na Avenida Armando Lombardi, na altura do Barra Point; na Avenida Epitácio Pessoa, na altura da Rua Maria Quitéria; e na Rua Benedito Hipólito, na altura da Rua Carmo Neto.

A queda de uma árvore na Lagoa interditou agora de manhã duas faixas da Avenida Epitácio Pessoa, sentido Túnel Rebouças.

Cordão da Bola Preta faz seu 102º pelas ruas do centro do Rio
Cordão da Bola Preta faz seu 102º pelas ruas do centro do Rio de Janeiro – Tomaz Silva/Agência Brasil

Previsão do tempo

De acordo com o Alerta Rio, o tempo permanece instável hoje, devido à passagem de uma frente fria pela cidade, com previsão de chuva fraca a moderada a qualquer hora do dia. Há possibilidade de ventos moderados a fortes, entre 50 quilômetros por hora (km/h) e 76 km/h, com maior intensidade no período da tarde. Após uma semana de intenso calor, as temperaturas caíram e devem ficar entre 19°C e 28°C.

A Marinha emitiu um aviso de ressaca que inclui o município do Rio de Janeiro, entre às 21h de hoje e às 9h de segunda-feira (24), com ondas que podem chegar a 2,5 metros.

Carnaval

A chuva não espantou os foliões, que circulam pela cidade atrás dos blocos. Agora pela manhã, arrastam multidões o Bola Preta, na Avenida Presidente Antônio Carlos, e o Multibloco, na Rua Henrique Valadares, ambos no Centro, e o Amigos da Onça, no Aterro do Flamengo, na zona sul. Estão previstos para hoje um total de 60 blocos de rua.

Após 15 minutos de atraso por causa da chuva, o desfile da Série A do carnaval carioca na Sapucaí também transcorreu sem problemas. Os desfiles de hoje começam às 22h30, com previsão de céu nublado a encoberto, com chuva fraca a moderada isolada e temperatura estável.

O metrô funciona em esquema especial de carnaval, circulando 24 horas até meia noite de terça-feira (25). As estações Catete e Presidente Varas ficarão fechadas no período, assim como algumas saídas de estações próximas a megablocos, como Cinelândia e Carioca. O Metrô Rio recomenda que se compre os cartões de passagem com antecedência, pois algumas estações não terão bilheterias abertas. Na Carioca, Glória e General Osório foram montadas estruturas externas para a venda de bilhetes.

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Brasil

ONG cria canal para apoiar vítimas de transfobia no carnaval do Rio

Travestis, transexuais e pessoas que vivem com HIV e aids poderão pedir apoio jurídico, psicológico e de assistência social gratuito caso sejam vítimas de discriminação durante o carnaval do Rio de Janeiro. O serviço será prestado pelo núcleo TransVida, criado pelo Grupo pela Vidda-RJ, organização não governamental que atua há 30 anos na defesa dos direitos dos LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros) e das pessoas que vivem com HIV.

Os contatos com os profissionais poderão ser feitos a partir de hoje (22), pelo WhatsApp (21) 99810-0012. Equipes poderão ir ao local da denúncia caso ela seja na capital fluminense.

A advogada transexual Maria Eduarda Aguiar, que preside o Grupo Pela Vidda, afirma que o atendimento será feito de forma humanizada e por profissionais preparados para atender ao público-alvo do programa.

Violência contra a mulher

A Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro também se mobilizou com mulheres integrantes de 60 blocos para distribuir 10 mil ventarolas contra o assédio em blocos da cidade. Usadas pelos foliões para se abanar no calor do carnaval de rua, as ventarolas contêm contatos de serviços de proteção à mulher, como o Disque 180, as delegacias especializadas, o Centro Integrado de Atendimento à Mulher, o Núcleo de Defesa dos Direitos da Mulher da Defensoria Pública e a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Assembleia Legislativa do Rio.

Uma cartilha online também pode ser consultada para orientações sobre como identificar um caso de assédio, o que a lei diz sobre essa forma de violência e como denunciá-la. O documento foi preparado no ano passado em parceria com organizadoras do bloco Mulheres Rodadas e traz orientações como a importância de registrar as denúncias e formas de diferenciar uma agressão de uma paquera.

“As cantadas ofensivas e a importunação física não são formas de conhecer pessoas para um relacionamento íntimo. Uma paquera acontece com consentimento de ambas as partes: é uma tentativa legítima de criar uma conexão com alguém que você conhece e estima. Paquera não deve causar medo, nem angústia. Logo, é fundamental saber aceitar um “não” como resposta”, diz um trecho da cartilha.

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Brasil

Fantasias criativas marcam desfile do Cordão da Bola Preta no Rio

Ao completar 102 anos de história, o Cordão do Bola Preta arrasta mais uma vez uma multidão pelo centro da cidade do Rio de Janeiro. Para acompanhar o mais antigo bloco da cidade, os foliões levantaram cedo. Muitos trajavam fantasias preparadas com exclusividade para homenagear o bloco. A concentração estava marcada para as 8h, na Avenida Antônio Carlos.

“Mais um carnaval do Bola Preta sempre com aquele lema: tradição, paz, amor e folia. Pedimos a todos respeito ao seu semelhante. Carnaval é festa”, declarou o presidente do bloco, Pedro Ernesto, ao autorizar o movimento do trio elétrico.

Cordão da Bola Preta faz seu 102º pelas ruas do centro do Rio
Cordão da Bola Preta faz seu 102º pelas ruas do centro do Rio de Janeiro – Tomaz Silva/Agência Brasil

Como tradicionalmente ocorre, o cortejo teve início com a execução de Cidade Maravilhosa, samba que é conhecido como um hino popular do Rio de Janeiro. Na sequência, veio o hino do bloco, a Marcha do Cordão da Bola Preta, composta Nelson Barbosa e Vicente Paiva. “Quem não chora não mama, segura meu bem a chupeta. Lugar quente é na cama ou então no Bola Preta”, diz o refrão.

“Todo ano estou aqui linda e maravilhosa. É o bloco mais tradicional do Rio. Se não tiver Cordão da Bola Preta, acabou o carnaval”, decretou a auxiliar de creche Marta Veloso.

Em cima do carro de som, distribuem acenos a cantora Maria Rita, madrinha do bloco; o carnavalesco Neguinho da Beija-Flor, padrinho; a atriz Leandra Leal, porta-estandarte há mais 10 anos; e a cantora Emanuelle Araújo, que assumirá o microfone para uma participação especial. A atriz Paola Oliveira é rainha do bloco pelo segundo ano consecutivo.

Cordão da Bola Preta faz seu 102º pelas ruas do centro do Rio
Cordão da Bola Preta faz seu 102º pelas ruas do centro do Rio de Janeiro – Tomaz Silva/Agência Brasil

Leandra Leal destacou o discurso de respeito às mulheres encampado pelo bloco. “Estamos em um momento lindo para ser mulher. Não só aqui no Cordão da Bola Preta, mas na avenida também. E é isso, vamos curtir carnaval. O carnaval tem uma força feminina, está na tradição. Então, acho que tem que se fantasiar e celebrar, tem que se permitir”, disse.

Fundação

O Cordão da Bola Preta foi fundado em 1918 e é o último representante remanescente dos antigos cordões carnavalescos que existiam no Rio de Janeiro no início do século 20. Atravessou décadas se dedicando a preservar as músicas de carnaval como marchinhas, samba-enredos, entre outros. Na década de 1990, quando a capital fluminense viveu um esfriamento do carnaval de rua, o Cordão do Bola Preta era um dos únicos que desfilava no centro da cidade.

Cordão da Bola Preta faz seu 102º pelas ruas do centro do Rio
Cordão da Bola Preta faz seu 102º pelas ruas do centro do Rio de Janeiro – Tomaz Silva/Agência Brasil

Uma das principais marcas do desfile é a criatividade dos foliões, que preparam fantasias exclusivas para homenagear o bloco. O coordenador de loja Felipe Mello marca presença pela quinta edição consecutiva. “Cada ano é uma fantasia diferente, mas sempre inventando algo relacionado ao bloco. Nesse ano estou de palhaço, nas cores do Cordão do Bola Preta. É a tradição do Rio de Janeiro. A energia aqui é inexplicável”, disse.

A confeiteira Flávia Vieira conta que há 10 anos participa do desfile e disse que nem a ameaça de chuva lhe tira dali. “É um ambiente familiar. As pessoas que vêm são maduras. Não tem briga, é super tranquilo. Me sinto super a vontade. E tem que vir de preto e branco. O negócio é causar e com muito glitter“.

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Brasil Saúde Televisão

China já tem mais de 2,3 mil mortes pelo novo coronavírus

Autoridades de saúde pública da China confirmaram, nessa sexta-feira (21), mais 109 mortes pelo novo coronavírus, elevando o total para 2.345 em todo o país. A maior parte ocorreu em Hubei, província onde o surto de coronavírus surgiu.

As autoridades informaram sobre um número adicional de 397 casos confirmados, elevando o total de infecções para 76.288. Acrescentaram que o vírus está se alastrando em diversas prisões nas províncias de Hubei, Zhejiang e Shandong, onde mais de 500 presos e agentes penitenciários foram infectados.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), não foi estabelecido um tratamento definitivo para a doença. Contudo, a organização está aguardando os resultados de dois ensaios clínicos, incluindo uma combinação de medicamentos antivirais usados no tratamento do HIV. Os resultados devem ser conhecidos em três semanas.

Autoridades chinesas também informaram que ensaios clínicos usando uma potencial vacina podem ter início no fim de abril.

Enquanto isso, na Coreia do Sul, foi designada como “zona de cuidados especiais” a cidade de Daegu, no Sul do país. O número de infecções confirmadas ultrapassou agora o patamar de 340 casos. Mais da metade dos pacientes foi confirmada em Daegu. A maior parte deles frequentava a mesma igreja que uma mulher, cujo teste havia dado positivo anteriormente.

O novo coronavírus já se alastrou para 29 países e territórios, além da China continental e do Japão.

*Emissora pública de televisão do Japão

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Brasil Saúde Televisão

China já tem mais de 2.300 casos do novo coronavírus

Autoridades de saúde pública da China confirmaram, nessa sexta-feira (21), mais 109 mortes pelo novo coronavírus, elevando o total para 2.345 em todo o país. A maior parte ocorreu em Hubei, província onde o surto de coronavírus surgiu.

As autoridades informaram sobre um número adicional de 397 casos confirmados, elevando o total de infecções para 76.288. Acrescentaram que o vírus está se alastrando em diversas prisões nas províncias de Hubei, Zhejiang e Shandong, onde mais de 500 presos e agentes penitenciários foram infectados.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), não foi estabelecido um tratamento definitivo para a doença. Contudo, a organização está aguardando os resultados de dois ensaios clínicos, incluindo uma combinação de medicamentos antivirais usados no tratamento do HIV. Os resultados devem ser conhecidos em três semanas.

Autoridades chinesas também informaram que ensaios clínicos usando uma potencial vacina podem ter início no fim de abril.

Enquanto isso, na Coreia do Sul, foi designada como “zona de cuidados especiais” a cidade de Daegu, no Sul do país. O número de infecções confirmadas ultrapassou agora o patamar de 340 casos. Mais da metade dos pacientes foi confirmada em Daegu. A maior parte deles frequentava a mesma igreja que uma mulher, cujo teste havia dado positivo anteriormente.

O novo coronavírus já se alastrou para 29 países e territórios, além da China continental e do Japão.

*Emissora pública de televisão do Japão

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Brasil Governo Saúde Televisão

Quase mil passageiros desembarcam do navio afetado pelo coronavírus

Novecentas e setenta pessoas deixaram o cruzeiro Diamond Princess, ancorado no Porto de Yokohama, nas proximidades de Tóquio, em três dias, até essa sexta-feira (21). Cerca de 300 passageiros e 1.000 tripulantes continuam na embarcação afetada pelo novo coronavírus.

A quarentena de 14 dias, imposta por autoridades do setor de saúde do Japão, foi concluída na quarta-feira (19). As pessoas que não apresentam sintomas, e cujos testes para o vírus deram negativo, foram autorizadas a deixar o navio. As autoridades estão pedindo às pessoas que retornaram às suas residências que evitem sair de casa e monitorem as condições de saúde por duas semanas.

Um total de 634 pessoas contraiu o vírus a bordo da embarcação. Dois passageiros idosos morreram na quinta-feira.

Os passageiros que ainda estão no cruzeiro incluem cerca de 100 pessoas, cujos testes deram negativo mas compartilharam uma cabine com infectado. Eles serão transferidos para uma instalação preparada pelo governo japonês, para permanecer no local por um período adicional de 14 dias.

Autoridades sanitárias e a operadora do cruzeiro planejam discutir as condições que permitirão que os tripulantes deixem a embarcação.

Norte-americanos infectados pelo coronavírus

O órgão americano Centro para Controle e Prevenção de Doenças anunciou ontem que 18 pessoas que retornaram ao país, após cruzeiro a bordo no navio Diamond Princess, receberam o diagnóstico positivo para infecção pelo novo coronavírus.

Elas fazem parte de um grupo de passageiros que voou de volta aos Estados Unidos (EUA) em um avião fretado pelo governo americano, e que estava a bordo do navio sob quarentena. Não está claro se o número declarado pelo órgão inclui os 14 casos confirmados antes da partida do voo.

Autoridades norte-americanas advertem que o número de infecções entre os que retornaram pode aumentar ainda mais. O avião transportou mais de 300 pessoas.

Alguns canadenses que estavam no navio retornaram ao país nessa sexta-feira. Por sua vez, autoridades daesaúde pública da Austrália informaram que seis pessoas que estavam no navio foram diagnosticadas com a infecção pelo vírus após retorno ao país. Inicialmente, os resultados dos testes dessas pessoas haviam sido negativos.

Uma israelense que estava no cruzeiro também foi diagnosticada positivamente para o vírus. Autoridades do país informaram que ela estava entre os 11 cidadãos israelenses a bordo do navio, que retornaram na sexta-feira. Informam ainda que a infecção da mulher não ocorreu em Israel e trata-se do primeiro caso do país.

*Emissora pública de televisão do Japão

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Brasil Educação

Da roça ao Mundial: em um ano, promessa do atletismo dá volta por cima

Melhor brasileiro da última edição da Corrida de São Silvestre, em dezembro do ano passado, com o 11º lugar. Vencedor da Copa Brasil de Cross Country em janeiro. Campeão da Meia Maratona Internacional de São Paulo em fevereiro (transmitida ao vivo pela TV Brasil) com direito a índice atingido para o Mundial da prova, de 21 quilômetros. E, há uma semana, convocado oficialmente para a competição, marcada para 29 de março em Gydnia (Polônia), superando a concorrência, por exemplo, de Giovani dos Santos, um veterano de provas de fundo.

Com toda essa introdução, seria de se esperar que Daniel Ferreira do Nascimento apontasse esses três meses como os melhores da carreira. Mas, não. O jovem de Paraguaçu Paulista, cidade a mais de 420 quilômetros de São Paulo, não deixa a boa fase o influenciar. “Mesmo com excelentes resultados, vou passo a passo, acreditando, visando o futuro. Já tive outros bons momentos, não só como esse. É muito trabalho, determinação e foco. Passo a passo, as coisas vão acontecendo”, afirmou.

Trabalho, determinação, foco, passo a passo. Palavras que Daniel repetiu bastante na entrevista à Agência Brasil. Não é um discurso pronto. Trata-se de um recomeço para o jovem de 21 anos, oito dedicados ao esporte, mas que ficou quase que a temporada passada inteira parado. E se a última São Silvestre o colocou nos holofotes do atletismo, a anterior (2018) levou-o a repensar o futuro. “Eu tive dores no tendão de aquiles, abandonei a prova. Depois de lá, desisti do esporte e retornei para minha casa, pensando em trabalhar”, contou.

Daniel Nascimento, São Silvestre
Corredor com a premiação da 11ª posição da São Silvestre – Neto Gomçalves/Arquivo Pessoal/Direitos Reservados

Daniel, então, trocou a rotina de treinos pela da roça, com a família. “Voltei a cortar cana”, lembrou. “Eu já acordava cedo (quando atleta), passei a levantar ainda mais cedo, umas quatro horas da manhã. Ficava quase oito horas no trabalho e só depois voltava para casa e descansava para o outro dia”, completou.

Poderia ser o fim precoce de uma carreira que surgiu promissora, com medalhas, pódios e recordes nacionais e sul-americanos quebrados na base em provas de resistência. Mas, coube a um companheiro de trabalho na roça dar um empurrãozinho para a vida esportiva de Daniel recomeçar. “Ele me conhecia de atleta, pedia para dar uma corridinha de lá para cá. Ele ficava observando e dizia: ‘Volta a correr, aqui você não vai ter futuro’. Eu agradeço essa pessoa até hoje, assim surgiu a motivação, fez grande diferença na minha vida”, disse.

Recomeço em Bauru

“O acompanhávamos desde 2013, quando começou em Paraguaçu, com os professores Evandro e Regiane Teixeira, depois na Orcampi, em Campinas (SP), com o Alex Sandro Lopes”, recordou à Agência Brasil o atual técnico de Daniel, Neto Gonçalves, da Associação Bauruense de Desportos Aquáticos (ABDA).

A instituição, como o nome indica, é de Bauru (SP), a cerca de 180 quilômetros de Paraguaçu Paulista. A parceria entre Neto e Daniel começou há nove meses. “Ele queria voltar a treinar, a competir e pediu uma chance para retornar ao esporte. A gente sentou, conversou, apresentei nosso projeto e equipe”, contou o treinador.

Como em 2014, quando se mudou para Campinas, Daniel outra vez saiu de casa em busca do sonho no esporte. E, apesar da distância, com o apoio incondicional da mãe, Valdirene. “Ela sempre me incentivou, independente do que eu almejasse, na corrida ou no futebol”, destacou o jovem, que, antes de se aventurar no atletismo, tentou ser lateral. “Ela é evangélica, e tem uma frase marcante da Bíblia que ela sempre me diz: ‘Filho meu, obedece à orientação de teu pai e não abandones o ensino de tua mãe’ [Provérbios 6.20]”, emendou.

Daniel Nascimento, Meia Maratona Internacional de São Paulo
Daniel Nascimento (de azul), no pódio da Meia Maratona de São Paulo – Sergio Shibuya/Yescom/Direitos Reservados

A rotina em Bauru é intensa, com treinamento em seis dos sete dias da semana, algumas vezes em duas sessões. “Usamos a pista para treinos intervalados e ele também faz algumas atividades em bosques e estradas de terra. Há, ainda, acompanhamento de uma equipe multidisciplinar com nutricionista, médico, psicólogo, fisioterapeuta. E abordamos bastante a questão do descanso, que é importantíssimo”, declarou Neto.

Alô, 2024!

A curto prazo, o foco do trabalho é o Mundial da Polônia, para o qual o próprio Daniel não esperava a convocação, mesmo com o índice. Olimpíada? Talvez, daqui a quatro anos, em Paris, na França. “Agora, quero chegar o mais próximo possível do índice [em provas olímpicas de fundo], mas estou visando 2024. Pode ser na maratona, nos cinco mil metros, nos dois mil. Vai depender do planejamento”, projetou o atleta.

“Estamos focando bastante na melhora dele em provas de pista, como os cinco e dez mil metros. Todo atleta tem o sonho olímpico e vamos trabalhar para isso, mas pensamos a longo prazo. É um atleta jovem. Temos de ter cuidado [no trabalho] para que ele renda o máximo possível”, complementou Neto.

Daniel Nascimento, Meia Maratona Internacional de São Paulo
Títulos levaram Daniel a ser convocado para Mundial – Neto Gomçalves/Arquivo Pessoal/Direitos Reservados

Mas não é só nas pistas que Daniel deposita seus sonhos: “A carreira de atleta passa rápido. Penso também em estudar Educação Física. Ou mesmo me preparar para entrevistas que terão futuramente [risos]. Até mesmo estudar inglês e mostrar minha história não só para incentivar pessoas do Brasil, mas do mundo inteiro, que saibam dos momentos difíceis que tive que superar para obter excelentes resultados”.

Brasil no Mundial

Além de Daniel, o Brasil será representado no Mundial de Meia Maratona por mais quatro atletas: Ederson Vilela Pereira (ouro nos 10 mil metros nos Jogos Pan-Americanos de Lima, no Peru), Gilmar Silvestre Lopes (hexacampeão da Copa Brasil de Cross Country), Valdilene dos Santos Silva e Andreia Aparecida Hessel, respectivamente 6ª e 8ª na maratona feminina do Pan. A previsão, segundo a Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt), é que a delegação embarque para a Polônia no dia 25 de março.

Veja a transmissão, na íntegra, da Meia Maratona Internacional de São Paulo:

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Brasil Imigração

São Paulo oferece atrações culturais durante o carnaval

Para quem vai passar o carnaval em São Paulo, mas não quer cair na folia, há uma série de atrações culturais na cidade. Uma delas é a visita educativa à exposição Arte no Brasil: uma história na Pinacoteca de São Paulo, no sábado (22), na Pinacoteca. No mesmo dia, no Museu da Imigração, haverá contação de histórias, com O Baile de Carnaval, que apresenta o Pierrô, a Colombina e o Arlequim, que querem participar de um baile de máscaras e tentam arrumar um jeito de estar lá sem serem percebidos pelo patrão. As inscrições podem ser feitas uma horas antes da atividade.

No domingo e na segunda-feira (23 e 24), das 10h às 15h, o museu convida as famílias a participar do JogaJunto, atividade com jogos relacionados ao acervo que estimulam a interação e o olhar sobre as obras em exposição.

Todos os dias, exceto terças-feiras, a partir das 10h, o público poderá conferir as exposições em cartaz: a mostra interativa Flamboyant, que utiliza linguagens do desenho e da escultura para explorar os limites entre arte, design e espaços de convivência; e a exposição Fernanda Gomes, em que a artista usa materiais submetidos à operações manuais como amarrar, pendurar, raspar, juntar ou apenas posicionar e espalhar no espaço.

Futebol

O Museu do Futebol realiza, na terça (25), às 11h e às 14h, a Oficina de Máscaras de Carnaval, que convida os participantes a criar personagens usando sacolas de papel. Às 13h, será apresentado o musical Tucantaconto de Carnaval, voltado para crianças e seus familiares, com a participação de um trio de músicos que traz, no repertório, as tradicionais marchinhas do universo carnavalesco.

Em Campos do Jordão (SP), no Museu Felícia Leirner, segunda (24), às 20h, o tradicional grupo Demônios da Garoa,que interpreta canções que falam sobre o cotidiano dos paulistas, como Trem das Onze, Saudosa Maloca e Samba do Arnesto. No sábado (22), às 16h, a banda Charanga da Folia traz a essência do carnaval popular, com repertório de marchinhas tradicionais. Às 19h, o espetáculo infantil Chiquinha Gonzaga, A Menina Faceira conta as diversas facetas da artista, como a Chica Menina, a Chica Moça e a Chica Senhora.

Também em Campos, no domingo (23), às 19h, o espetáculo Furunfunfum no Carnaval conecta os carnavais do passado aos da atualidade, com canções carnavalescas de diferentes épocas interpretadas ao vivo. Entre domingo e terça (23 a 25), sempre às 16h, a folia Cortejo e Matinê traz o Grupo de Marchinhas Samba NewSound para animar os visitantes com sucessos dos carnavais de rua como Allah-Lá-Ô, de Haroldo Lobo-Nássara, Abre Alas, de Chiquinha Gonzaga e Mamãe Eu Quero, de Jararaca-Vicente Paiva.

Em Brodowski (SP), o Museu Casa de Portinari realiza, nos dias 22, 24 e 25 (sábado, segunda e terça-feira), das 10h às 12h e das 14h às 17h, a oficina Máscaras de Palhaço, um estímulo à imaginação dos participantes que serão convidados a confeccionar máscaras em E.V.A. No domingo (23), às 14h, a oficina Adereços, Enfeites e Maquiagem promove confecção de adereços de carnaval, como máscaras, golas, bonecos, chapéus e braceletes. Às 16h30, o baile de arnaval Folia Solta! chega para animar toda a família com confetes, serpentina, frevo, marchinhas, cirandas e brincadeiras.

Fábricas de Cultura

A Fábrica de Cultura Vila Nova Cachoeirinha promove, no domingo (23), das 14h às 17h, a Fábrica na folia – matinê infantil, com músicas, máscaras, confetes e serpentina.

Na Fábrica de Cultura Diadema, no sábado (29), a partir das 14h, acontece o pós-carnaval 1º Carna Fábrica Misturadin, quando um cortejo sai pelas ruas de Diadema com apresentações do Bloco da Moça, tradicional da cidade; Batuque Abayomi, de mulheres percussionistas, e o Baque de Minas da Resistência, grupo percussivo feminino e de ritmos da cultura popular nordestina.

Na Fábrica de Cultura Capão Redondo, no sábado (29), tem o CarnaFábrica 2020, bloco que sairá pela região às 14h, chamando a comunidade para participar da festa. A Fábrica de Cultura Vila Curuçá promove no dia 22 (sábado), às 11h, a oficina Fantasias do Brasil, atividade de confecção de fantasias com materiais recicláveis. Na quarta (26), às 16h, o encontro de leitores Brasil, Frevo e Capoeira promove um bate-papo em torno dos livros O Brasil em festa , de Sávia Dumont,  Almanaque do Carnaval “, de André Diniz, e Pequena História da Música Popular Segundo seus Gêneros, de José Ramos Tinhorão.

A Fábrica de Cultura Itaim Paulista disponibiliza fantasias, instrumentos, máscaras, serpentinas e bolhas de sabão para a criação do Bloco da Pedra Pequena. A ação, inspirada no livro Almanaque do Carnaval, de André Diniz, será realizada no dia 29 de fevereiro, às 11h e às 15h. Na Fábrica de Cultura Parque Belém, sábado (22), às 16h, a atividade Máscara de Carnaval convida o público a confeccionar adereços para curtir a folia.

Projeto Guri

O Bloco do Guri leva 570 alunos do Projeto Guri dos cursos de percussão, coral, violão e sopro para apresentações de marchinhas e músicas nas praças das cidades. Os grupos percorrem onze cidades do interior, entre elas Piracicaba, no sábado (22), às 9h e Lençóis Paulista, no sábado (22), às 9h.

Bibliotecas

A Biblioteca Parque Villa-Lobos , na terça (25), às 9h30, oferece a seus frequentadores uma sala equipada com um videogame e os jogos mais populares do momento na ação Jogos de Videogame.

Maiores informações: http://agenciabrasil.ebc.com.br

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Brasil

Rio de Janeiro: confira a agenda dos blocos de rua para este sábado

Após uma sexta-feira (21) de muita folia, com blocos tradicionais que arrastam multidões como o Carmelitas, o Embaixadores da Folia e a Banda do Lido, 60 opções para o carnaval de rua tomam conta de toda a cidade do Rio de Janeiro neste sábado (22).

Os destaques do dia são o Cordão do Bola Preta, no centro, o Empolga às Nove, em Copacabana, o Terreirada Cearense, na Quinta da Boa Vista, e o Amigos da Onça, no Aterro do Flamengo.

Confira a agenda dos blocos oficiais, com informações da Riotur:

 

Zona Sul

 

– 7h – Bloco Amigos da Onça, Flamengo, Calçadão da Praia do Flamengo

– 9h – Bloco do Show do Antonio Carlos, Glória, Rua do Russel 434

– 10h – Escangalha Oficina de Carnaval, Jardim Botânico, Rua Pacheco Leão

– 11h – Empolga às 9, Copacabana, Av. Atlântica

– 11h – Primeiro Amor, São Conrado, Av. Pref. Mendes de Morais 1512

– 14h – Fogo Na Cueca, Copacabana, Rua Anita Garibaldi 60

– 15h – Barbas, Botafogo, Rua Assis Bueno

– 16h – Banda Sá Ferreira, Copacabana, Av. Atlântica 3668

– 17h – Banda de Ipanema, Ipanema, Rua Gomes Carneiro

– 17h – Bloco Pinta Mas Não Borra, Botafogo, Rua Voluntários da Pátria 34

– 17h – Galo da Santa Clara, Copacabana, Rua Santa Clara 431

– 18h – Bambas do Catete, Catete, Rua do Catete 151

– 18h – Bloco Carnavalesco Amigos do Catete, Catete, Rua do Catete 309

 

Zona Norte

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Blocos fazem a abertura não oficial do carnaval de rua no centro do Rio de Janeiro – Tomaz Silva/Agência Brasil

 

– 14h – Bloco da Terreirada Cearense, São Cristóvão, Quinta da Boa Vista

– 14h – Vai Tomar No Grajaú, Grajaú, Av Engenheiro Richard 105

– 14h – Carnaval e Bloco Folia do Largo do Sapê, Bento Ribeiro, Rua Mirinduba 823

– 15h – Diversão Brasileira, Tijuca, Av. Maracanã

– 15h – Fome Zero, Madureira, Turiaçu

– 16h – Bloco Olha Pá Mim, Tijuca, Rua Afonso Pena

– 16h – Império de Brás de Pina, Brás de Pina, Praça Anhanga

– 16h – Elymar Pra Pular, Ramos, Rua Euclídes Faria 67

– 17h – Bloco Amigos do Wilson Alicate, Praça da Bandeira, Rua São Valentim 50

– 17h – Grbc Na Hora Que Se Vê, Ilha do Governador, Rua Praia da Rosa

– 18h – Cordão Alegria da Tijuca, Tijuca, Rua Afonso Pena

– 18h – Bloco Pombo Correio de Vila Isabel, Vila Isabel, Rua Visc. de Abaeté

– 18h – Banda do Mackenzie, Méier, Rua Dias da Cruz 561

– 19h – Chora 10, Tijuca, Rua São Miguel 430

– 19h – Bloco Seu Kuka E Eu do Grajau, Grajaú, Lg Irma Maria Marta Ward

– 19h – Bloco Unidos da Travessa Miracema, Méier, Travessa Miracema 140

– 20h – G.R.B.C Turma do Gato Futebol E Samba, Pilares, Rua Casemiro de Abreu 20

– 20h – Bloco Carnavalesco Amigos da Esquina, Engenho de Dentro, Rua Pernambuco 886

 

Centro

 

– 8h – Céu Na Terra, Santa Teresa, R. Alm. Alexandrino

– 8h – Multibloco, Lapa, Av. Henrique Valadares 56

– 9h – Cordão da Bola Preta, Centro, Terminal Menezes Cortes

– 10h – Cordão do Prata Preta, Gamboa

– 12h – Carnablack, Centro

– 15h – Bloco do Serragens, Ilha de Paquetá, R. Adelaíde Alambari 85

– 16h – Vem Que Eu Te Carrego, Praça Mauá, Av. Rodrigues Alves 335

– 16h – Bloco do Beco do Rato, Lapa, R. Joaquim Silva 11

– 17h – Batuquebato, Centro, Bolsa de Valores

– 18h – Aconteceu, Santa Teresa, Largo das Neves

– 19h – Bloco do Camelo, Ilha de Paquetá, Praia José Bonifácio 175

– 19h – B.C. Leao da Pedra, Santo Cristo, Rua Rêgo Barros 86

– 20h – Fiquei Firme, Gamboa, Ladeira do Barroso

 

Zona Oeste

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Blocos fazem a abertura não oficial do carnaval de rua no centro do Rio de Janeiro – Tomaz Silva/Agência Brasil

 

– 9h – Bloco Carrossel de Emoções, Barra da Tijuca, Av. Lúcio Costa

– 9h – Blocão da Barra, Barra da Tijuca, Praça São Perpétuo

– 10h – Bloco Orquestra Para Crianças, Recreio dos Bandeirantes, Av. José Luiz Ferraz 1079

– 12h – Bloco Na Pressão Eu Vou, Campo Grande, Av. Cesário de Melo 3000

– 12h – Banho de Praça, Pedra de Guaratiba

– 14h – 10 e Music, Recreio dos Bandeirantes

– 16h – Bloco Sou Cheio de Amor – Igreja Batista Atitude, Barra da Tijuca, Av. Lúcio Costa 3300

– 16h – Eu Tô Aqui, Realengo

– 16h – Bloco Orquestra Para Crianças, Campo Grande

– 16h – Carijó, Freguesia, Rua Taquatinga

– 18h – Bloco Morto Com Farofa, Campo Grande, R. Itápolis 7

– 18h – Deita Mas Não Dorme, Taquara, Rua Caituba

– 18h – Bloco Rio2amores, Jacarepaguá, Rua Mário Agostinelli

– 19h – Tigre do Coqueiro, Pedra de Guaratiba, Rua Barros de Alarcão 283

– 20h – Caldeirão do Coqueiro, Santíssimo, Estada dos Sete Riachos 1681

– 20h – Bloco da Sorveteria, Pedra de Guaratiba, Rua Barros de Alarcão 464

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Brasil Justiça

São Paulo tem blocos de carnaval para todos os gostos, confira

A cidade de São Paulo estima que o carnaval de rua de 2020 será o maior de sua história e contando com isso inaugura a festa com blocos já tradicionais que devem levar milhares de moradores e turistas para a rua. Para abrir o período oficial de carnaval, há blocos para todos os gostos e preferências.

Neste sábado (22), desfila a partir das 11h, o Tarado Ni Você, se concentra na avenida São João, seguindo pela avenida Ipiranga, Praça da República, avenida São Luis, rua Xavier de Toledo, Praça Ramos de Azevedo, rua Conselheiro Crispiniano, Largo do Paissandu e dispersando na avenida São João. Presente nas ruas de São Paulo desde 2014, o bloco nasceu da ideia de reviver o Carnaval de marchinhas, explorando a discografia de Caetano Veloso.

No mesmo horário o Urubó, idealizado em 2010 por jovens moradores da região da Freguesia do Ó, na zona norte, resgata as marchinhas de carnaval. A folia, que mistura Urubus com Ó’s, atrai pessoas de todas as idades, sai do Largo da Matriz de Nossa Senhora do Ó, sentido avenida Itaberaba, rua da Bica, rua Coronel Tristão, com dispersão no Largo da Matriz de Nossa Senhora do Ó.

Quem embala crianças e adultos, com canções de diferentes estilos, incluindo composições internacionais, é o Bloco Urobózinho. Proveniente do Bloco Urubó, o grupo segue a mesma proposta: a de garantir divertimento ao bairro Freguesia do Ó, zona norte da capital. A concentração está marcada para as 9h, no Largo da Matriz de Nossa Senhora do Ó. Outro bloquinho infantil, o Wadaiko Sho, ocupa as ruas da Vila Mariana, das 16h30 às 19h.

Outro destaque de sábado é o tradicional Grupo Maracatu Bloco de Pedra, que, desde 2005, encanta o público com danças, cantos e percussões próprias do Maracatu de Baque Virado, expressão da cultura popular brasileira. Honrando os brincantes que originaram os cortejos de Pernambuco, o grupo parte da Rua Cipriano Jucá para a Rua Wisard, em uma travessia de quatro horas, das 13h às 17h.

A partir das 14h, a avenida Ipiranga cede lugar para o bloco criado por um grupo de amigos que queria pular o carnaval vestidos de drag queen no Minhocão. Regado ao som de pop nacional e internacional das maiores divas do mundo, o MinhoQueens faz a festa no centro da cidade, passando pela Praça da República, avenida São Luis, rua Coronel Xavier de Toledo, Praça Ramos de Azevedo e dispersando em frente ao Shopping Light.

Com a proposta de liberar a diversidade e agradar a todos, o Agrada Gregos, começa às 14h, na avenida Pedro Álvares Cabral, com música pop, axé, funk e sertanejo para os foliões que aproveitam o momento para se fantasiar de deus e deusas gregos. A ideia é respeitar o outro e dançar até o final, na Praça Armando Sales de Oliveira.

No domingo (23), a alegria começa ao meio dia, na avenida Ipiranga, com o Explode Coração, que leva para o carnaval de rua a homenagem à cantora Maria Bethânia. O bloco convida toda a família a ouvir as canções da rainha do bloco, enquanto percorre as ruas do Centro passando pela Praça da República, avenida São Luis, rua Coronel Xavier de Toledo e a Praça Ramos de Azevedo.

Logo depois, às 13h, no Obelisco do Ibirapuera, a música sertaneja marca presença na folia paulistana com o cantor Michel Teló e seu bloco Bem Sertanejo, que traz mais uma vez à cidade músicas famosas como “Ai Se Eu Te Pego”, “Fugidinha” e “Humilde Residência”.

Preparado para atender demandas específicas da primeira infância, o Bloco Berço Elétrico estava previsto para abrir o dia, mas adiou as atividades para este domingo, no horário de 10h às 14h. Conforme divulgou na quinta-feira (20), em seu perfil no Instagram, o bloco teve que suspender os planos por força de uma ação civil pública que pedia o cancelamento do evento. O local escolhido para a concentração, a Praça Horário Sabino, no bairro Pinheiros, foi mantido. 

Às 14h, em Campos Elíseos, o Bloco Afro Ilú Obá de Min, desfila pela quarta vez, representando a luta feminina, ao som de tambores oferecidos a Xangô, orixá cultuado por religiões de matriz africana que significa deus da justiça, dos raios, trovões e do fogo. O coletivo se baseia na arte e preservação da cultura de matriz africana e afro-brasileira para empoderar mulheres para enfrentamento do racismo, machismo e lesbofobia. O trajeto do bloco passa pela alameda Barão de Piracicaba, rua Ribeiro da Silva, alameda Cleveland, alameda Nothmann, rua Dino Bueno, rua Ribeiro da Silva, voltando para a alameda Cleveland, onde se dispersa.

Na segunda-feira (24), a comemoração começa às 10h com a Espetacular Charanga do França, na Vila Buarque. Um dos bloquinhos mais famosos de São Paulo, a Charanga do França leva um desfile afinadíssimo para os foliões com instrumentos de sopro e percussão, unindo influências do jazz e tradições afro-brasileiras. O azul e o prata passeiam pela rua Imaculada Conceição, rua Barão de Tatuí, rua Jaguaribe, rua Martim Francisco, rua Frederico Abranches e largo de Santa Cecília.

Já o Esfarrapado, que também se concentra às 10h, percorre as ruas da Bela Vista, ao com do samba paulistano com marchinhas e sambas enredo da escola de samba do bairro, a Vai-Vai. A folia atrai jovens, idosos e crianças que seguem a música pela rua Treze de Maio, Conselheiro Carrão, Almirante Marquês de Leão, Una, Rocha, Praça 14 Bis, passando pela rua Manoel Dutra, rua Maria José, avenida Brigadeiro Luis Antonio, rua Major Diogo e Santo Antônio, finalizando onde começou.

Também às 10, o Forrozim, com Mariana Aydar, celebra a comunidade e a música nordestina em todas as suas vertentes. Do trio elétrico, a cantora paulista leva um repertório de músicas autorais e hinos de artistas como Gilberto Gil, Alceu Valença, Elba Ramalho e outros nomes do forró e do baião. O frevo e o forró colorem a avenida Ipiranga, passam pela Praça da República, avenida São Luis, rua Coronel Xavier de Toledo e a Praça Ramos de Azevedo.

Na terça-feira de Carnaval, o Galo da Madrugada, se reúne pela primeira vez em São Paulo, na avenida Pedro Álvares Cabral, na Vila Mariana, às 9h. Um dos mais famosos blocos de carnaval do mundo, o Galo arrasta multidões no maior carnaval do mundo, em Recife, promete levar uma legião de foliões para a festa ao lado de um dos principais cartões postais da capital paulista.

Ao meio dia, o Pagu, formado apenas por mulheres, vai às ruas do Centro para lutar pela igualdade de gênero. Com uma bateria 100% feminina, as intérpretes cantam clássicos da MPB conhecidos pelas vozes de cantoras importantes na história musical do país. O percurso começa na avenida Ipiranga com a avenida São João, passa pela Praça da República, avenida São Luís, rua Coronel Xavier de Toledo, Praça Ramos, para terminar no Shopping Light.

Clique aqui e veja outros blocos de carnaval de rua em São Paulo.

* Colaborou Letycia Bond

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Brasil Governo

Brasília: confira programação de carnaval deste sábado

Brasília terá vários blocos de rua para o folião curtir o carnaval. A maioria vai se concentrar no Setor Comercial Sul (SCS), que neste período do ano passou a ser chamado de Setor Carnavalesco Sul.

Além disso, o governo do Distrito Federal e parceiros privados montaram o Palco Brasília 60, no Polo Funarte, no Eixo Monumental, próximo à Torre de TV, e oferecem programação recheada de frevo, samba, axé e forró nos quatro dias de festa. Dentre as atrações, estarão 20 artistas e bandas, entre eles Renata Jambeiro, Dhi Ribeiro, Amor Maior e Coisa Nossa. Também haverá desfile de seis escolas de samba.

Para transportar os foliões, ônibus extras irão circular. O horário do metrô foi ampliado, vai funcionar de 5h30 à meia-noite. Após às 23h, o embarque será feito somente nas estações Central (Rodoviária do Plano Piloto e Galeria). O desembarque, em todas as estações.

Confira a programação de carnaval do Palco Brasília 60

17h20 – Maria Vai Casoutras
18h30 – Renata Jambeiro
19h30 – Jean Musa
20h40 – Kika Ribeiro
21h40 – Os Crioullos
22h40 – Amor Maior
Nos intervalos: Dj Ana Ximenes

Confira a programação dos blocos de rua do carnaval de Brasília

5h – Deus Ajuda Quem Seu Madruga – SCS
8h – Rebu – O Bloco – Est. 4 do Parque da Cidade
8h – Triangulo das Brejeiras – Est. 4 do Parque da Cidade
9h – Galinho de Brasília – Setor de Autarquias Sul
10h – Bloco Sustentável Patubatê – SCS
10h – Vou Embora com o Circo – SCS
11h – As Leis de Gaga – SCS
12h – Feijoada de Carnaval – Clube AABB
12h – Carnaflow – Praça do Ceilândia Norte
14h – Bloco da Toca – Prox. ao Vitrini Shopping Águas Claras
14h – Portadores da Alegria – Est. 12 do Parque da Cidade
14h – Bloco Jamaicano -SCS
14h30 – Carna Samba – QNJ 7 Taguatinga
15h – Gregos e Goianos – SCS
16h – Te Aperta – Guará
16h – Sereias Tropicanas – SCS
17h – Mamãe Taguá – QNL 1 Taguatinga
17h – Carnaval no Parque: Dilsinho, É o Tchan, Yuri Martins, Monobloco, Barja, Dhi Ribeiro – Ginásio Nilson Nelson
17h – Limbobloco Venusiano – SCS
17h – Mamata Difícil – SCS
18h – Led’s Go Gay – SCS
18h30- Carnaeggae – Conjunto Cultural da República
20h – Orquestra Alada Trovão da Mata – SCS

Vale a pena checar a previsão do tempo para o carnaval em Brasília.

Alguns pontos da cidade sofrerão alterações no trânsito, confira.

*Os horários poderão sofrer alterações

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